Não sei nem o que dizer, nem por onde começar.
Pensei em fazer um texto pra desabafar.
Pensei em dizer mil coisas, que concordava contigo, que to melhor assim, que quero seguir em frente.
Também pensei em te procurar, falar contigo, te ter mais uma vez pra mim.
E dentre todas as coisas que passaram pela minha cabeça, a única ideia que me agradou foi justamente a mais dolorida: "Esquecer e fingir que não aconteceu."
Eu sei que dói, mas nenhuma dor dura pra sempre.
Eu sei que estou triste, mas como a felicidade, a tristeza também não dura pra sempre.
Estou sozinha sim, e a solidão por pior que seja, também não é pra sempre.
Nada é. E tolos fomos nós de acreditar que por acaso, justamente a gente, duraria pra sempre.
Pouco a pouco vou aceitando isso. Tomando pra mim, disso tudo, como lição, justamente isso, parar de achar que as coisas vão durar para sempre, que da pra concertar tudo amanhã. O amanhã nem existe, é uma simples ilusão. A desculpa mais fajuta que o ser humano inventou para justificar seus erros.
Erros banais, na maioria das vezes. E no nosso caso, fatais, também. Fatais porque achamos que nada sairia do lugar, porque o pra sempre cega tanto as pessoas, que ninguém percebe que o fim é logo ali, no virar da esquina. Esperando pela gente, pelo próximo a passar despercebido achando que não é necessário nenhum tipo de cuidado com isso, porque se vai durar pra sempre, meus erros não me causarão nenhum mal hoje.
Tolos, nós, mais uma vez, por pensar que todo erro é admissível, que qualquer coisa é discutível e principalmente, que o amor é infinito. Mais uma vez eu digo, nunca é. Nada é.
E agora, escrevendo isso, tola, eu, por continuar escrevendo esse texto me referindo á "nós", uma coisa que nem sequer existe mais. Porque quer queira, quer não, é sempre difícil quando a gente percebe, de vez, que era verdade o que já dizia Renato Russo, "o pra sempre, sempre acaba".
- Izadora S.
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