domingo, 31 de março de 2013

Ah o amor

Você odeia isso. Você odeia a si mesmo.
Você odeia o sol, porque ele parece feliz. Você odeia a chuva porque ela te deixa triste.
Você odeia uma musica porque ela te lembra alguem, e você ama a mesma musica, porque ela te lembra esse alguem.
Você odeia o dia, e odeia a noite.
Odeia tudo, odeia o que sente, e o que os outros sentem.
Odeia o que pensa, o que deveria estar pensando.
Odeia sentir, odeia o fato de que não pode não sentir.
Você odeia muito, e odeia tudo isso.
E você só odeia, porque ama.
E o amor, meu amigo, é assim. Te faz odiar tudo, pra que você aprenda, amar.

Izadora S

Quisera eu

Quisera eu, ter ouvido mais. Prestado mais atenção.
Quisera eu ter sido mais calma. Me posto no meu lugar.
Quisera eu ter cuidado mais. Gostado menos.
Quisera eu ter percebido o erro. Me entregado menos.
Quisera eu ter aprendido de outro jeito. Aquele que dói menos.

Izadora S

quarta-feira, 27 de março de 2013

Tempo, ao tempo

Passei alguns dias sem escrever nada, entrava no blog toda hora, olhava, começava a escrever alguma e coisa, e no fim de um parágrafo via que nada fazia sentido. Que as frases eram confusas, contraditórias e que os pensamentos que eu queria transmitir, estavam embaralhados em um emaranhado de palavras que sequer formavam alguma frase.
Tentei, reposiciona-las, reorganizar os pensamentos de uma forma mais clara. De nada adiantou, e agora, após alguns dias de "desinspiração", percebo que o meu erro estava la, em tentar reorganizar meus pensamentos, com a esperança de que assim as palavras fariam sentido.
Não é possível reorganizar pensamentos, não assim, do nada.
Pensamentos são uma projeção de você. A forma de você projetar-se para fora. Expor-se ao mundo.
E não é você que escolhe isso. A gente não decide o que pensa e o que não pensa. A gente tenta organizar esses pensamentos, pra passar a impressão de que estamos no controle. E quando o fazemos, acabamos com mais palavras emaranhadas, sem sentido.
Somos falhos ao pensar que temos esse poder, que podemos ter esse tipo de controle.
A vida tem um tempo certo para as coisas, cada uma em seu lugar, não uma por cima da outra, atropelando as que ficaram, passando outras a frente simplesmente porque nos é mais agradável essa ideia.
A vida decide quanto tempo leva, pra cada coisa passar. E eu, acabei aprendendo isso, ao tentar, de qualquer jeito, muda-lo. Não podemos muda-lo. Devemos, vive-lo. Isso mesmo, viver cada momento, cada pensamento que ele traz, cada situação pelas quais somos submetidos, traz consigo um propósito maior. Traz aprendizado.
E no fundo, a única coisa que nos resta fazer é, aprender, com tudo, dar um tempo ao tempo, deixar que ele nos mostre que as coisas vão ocorrer do jeito que tiver que ser. Que nosso processo de adiamento disso tudo, nada mais é, do que inútil.
E, ao fim de tudo, percebemos que, finalmente, passou, estamos aptos a seguir em frente. Sempre em frente.

Izadora S

domingo, 24 de março de 2013

New Perspective

Ás vezes, ainda tenho vontade de te ligar. Mas não pra chorar, pra te pedir de volta. Apenas pra te falar, que eu descobri uma musica boa, que eu tenho prova na segunda e que to pensando em escrever um livro. Só pra te contar o que fiz hoje, te mandar uma foto engraçada e rir da tua cara por horas, porque meu amigo gay ainda curte as tuas fotos.
Eu na verdade tenho saudade, não da gente, como casal, tenho saudade da tua amizade, de contar contigo.
Porque fora tudo que aconteceu, e que a gente passou. Tu foi meu amigo. Meu melhor amigo. Tu foi meu amigo e tu foi meu melhor, o melhor amigo e o melhor de mim. Pena que não da, pra ser pra sempre assim.

Izadora S

sexta-feira, 22 de março de 2013

Demais, de mim.

Em muitas situações da vida, nos é perguntado, "Quem é você?" ou ainda "Como você se definiria?" pois bem, tento, e tento de novo, responder a está pergunta. E acho cada vez mais difícil achar uma resposta.
Mas, se necessária, provavelmente seria essa:
Sou uma hipérbole, exatamente, "forma exagerada de expressar as coisas", e essa definição, me cabe muito bem.
Sou o tipo de pessoa que exagera ao máximo, no que posso.
Rio demais, falo demais, danço demais, canto demais. O problema que ser assim me trás, são as situações contrárias, eu também choro demais, me preocupo demais, temo demais, sofro demais.
Levo a vida como se ela acabasse amanhã, e por isso, sonho demais, com o futuro, porque sou incerta de sua chegada.
Costumo dar intensidade demais as coisas que vivo, penso, faço e aconteço.
Amo demais, odeio demais.
E se espero demais, também me decepciono mais.
E por isso, também, me diferencio dos demais, me diferencio deles, porque eu vivo mais!!

 Izadora S

Falha

Ás vezes, me sinto um peixe, mas fora d'água, perdido.
Outras, me sinto uma formiga, só mais uma, entre tantas.
Ás vezes me sinto uma borboleta, leve, indo para onde o vento me levar.
Outras, me sinto uma onça, determinada, correndo atrás de meus objetivos.
Ás vezes me sinto um pássaro, mas em uma gaiola, pois me sinto presa.
E em outras, uma águia, livre, destemida.
Ás vezes me sinto um cachorrinho, assustado, que quer se esconder.
E outras, um gato, felino que esconde seus medos e age com confiança.
E dentre todas essas coisas, e tudo que sinto, e tudo que sou, me sinto, finalmente, humana, porque sou falha.

Izadora S

quarta-feira, 20 de março de 2013

Se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar?

Não sei nem o que dizer, nem por onde começar.
Pensei em fazer um texto pra desabafar.
Pensei em dizer mil coisas, que concordava contigo, que to melhor assim, que quero seguir em frente.
Também pensei em te procurar, falar contigo, te ter mais uma vez pra mim.
E dentre todas as coisas que passaram pela minha cabeça, a única ideia que me agradou foi justamente a mais dolorida: "Esquecer e fingir que não aconteceu."
Eu sei que dói, mas nenhuma dor dura pra sempre.
Eu sei que estou triste, mas como a felicidade, a tristeza também não dura pra sempre.
Estou sozinha sim, e a solidão por pior que seja, também não é pra sempre.
Nada é. E tolos fomos nós de acreditar que por acaso, justamente a gente, duraria pra sempre.
Pouco a pouco vou aceitando isso. Tomando pra mim, disso tudo, como lição, justamente isso, parar de achar que as coisas vão durar para sempre, que da pra concertar tudo amanhã. O amanhã nem existe, é uma simples ilusão. A desculpa mais fajuta que o ser humano inventou para justificar seus erros.
Erros banais, na maioria das vezes. E no nosso caso, fatais, também. Fatais porque achamos que nada sairia do lugar, porque o pra sempre cega tanto as pessoas, que ninguém percebe que o fim é logo ali, no virar da esquina. Esperando pela gente, pelo próximo a passar despercebido achando que não é necessário nenhum tipo de cuidado com isso, porque se vai durar pra sempre, meus erros não me causarão nenhum mal hoje.
Tolos, nós, mais uma vez, por pensar que todo erro é admissível, que qualquer coisa é discutível e principalmente, que o amor é infinito. Mais uma vez eu digo, nunca é. Nada é.
E agora, escrevendo isso, tola, eu, por continuar escrevendo esse texto me referindo á "nós", uma coisa que nem sequer existe mais. Porque quer queira, quer não, é sempre difícil quando a gente percebe, de vez, que era verdade o que já dizia Renato Russo, "o pra sempre, sempre acaba".

- Izadora S.